• Geral
  • Política
  • Polícia
  • Esporte
  • Colunas
  • Região
  • Saúde
  • Avaré
  • Geral
  • Política
  • Polícia
  • Esporte
  • Colunas
  • Região
  • Saúde
  • Avaré
  • Geral
  • Política
  • Polícia
  • Esporte
  • Colunas
  • Região
  • Saúde
  • Avaré
Bizungão
Quando a lei protege, mas a sociedade silencia
  • HOME
  • NOTÍCIAS
  • Geral
  • Geral

Quando a lei protege, mas a sociedade silencia

  • 13/10/2025 09:39:00
  • O Sudoeste
  • Compartilhar:

Entre o texto jurídico e a realidade, as mulheres ainda enfrentam o peso da descrença, do julgamento e da ausência de acolhimento institucional 

A criação de leis voltadas à proteção das mulheres é, sem dúvida, um dos maiores avanços jurídicos e civilizatórios do Brasil. A Lei Maria da Penha, o feminicídio como crime hediondo e as políticas de enfrentamento à violência doméstica são conquistas que nasceram de lutas longas e dolorosas. No papel, o país parece ter entendido que proteger a mulher é um dever do Estado. Mas, na prática, a distância entre o direito garantido e o direito vivido ainda é abissal.
Em muitas cidades, sobretudo no interior, a denúncia ainda é vista como um gesto de “exagero” ou “destruição da família”. A palavra da mulher continua sendo colocada sob suspeita — um eco da cultura que insiste em desacreditar a vítima e humanizar o agressor. Quando uma mulher procura ajuda, muitas vezes enfrenta uma segunda violência: o descaso institucional, o preconceito e o julgamento moral.
Nesse contexto, o papel dos órgãos de proteção — delegacias especializadas, defensorias públicas, centros de referência — torna-se fundamental. É preciso que essas instituições compreendam que acolher é parte essencial da justiça. O atendimento humanizado, a escuta empática e o amparo psicológico não são gestos de caridade, mas deveres do Estado. Julgar, duvidar ou minimizar a dor da mulher é repetir a violência sob o disfarce da burocracia.
Entretanto, o desafio se agrava em cidades que sequer contam com esses espaços. Há municípios inteiros sem delegacias da mulher, sem equipes capacitadas e sem estrutura mínima para garantir o amparo previsto em lei. Nessas localidades, a violência se mistura ao silêncio, e a vítima se vê obrigada a enfrentar o agressor em instituições que não foram preparadas para entender sua dor. A ausência do Estado é, nesse caso, mais uma forma de violência.
A sociedade brasileira, embora cercada por leis protetivas, ainda mantém uma cultura que romantiza o controle, o ciúme e a submissão. O silêncio, imposto historicamente às mulheres, se perpetua agora sob formas mais sutis — o medo do que vão dizer, a vergonha de expor o agressor, o descrédito nas instituições.
É preciso compreender que nenhuma legislação, por mais avançada que seja, se sustenta sem transformação cultural. A lei protege, mas a sociedade precisa acolher — e o Estado, por meio de seus órgãos, deve ser o primeiro a dar o exemplo. Enquanto a mulher agredida continuar sendo questionada, e não ouvida, a justiça permanecerá incompleta.

Dra. Débora Garcia Duarte
Advogada. Mestre em Direito (UENP - Jacarezinho). Professora universitária e coordenadora da FIT. Autora da obra Reveng Porn: a perpetuação da violência contra a mulher na internet e o poder punitivo. Pesquisadora na área de direitos das mulheres e doutoranda pela FCA - UNESP Botucatu.

Geral
  •         Artigo Anterior
  • Artigo Próximo        

veja também

Chamorro Veículos apresenta o Novo Volkswagen Taos em Taquarituba e Itapeva

Chamorro Veículos apresenta o Novo Volkswagen Taos em Taquarituba e Itapeva

  • 23 de janeiro, 2026
UniFSP diploma mais de 400 alunos em  cerimônia de colação de grau realizada em Avaré

UniFSP diploma mais de 400 alunos em cerimônia de colação de grau realizada em Avaré

  • 23 de janeiro, 2026
AAVANT celebra 23 anos e se une ao CENTRO AVAREENSE nas comemorações do centenário da entidade

AAVANT celebra 23 anos e se une ao CENTRO AVAREENSE nas comemorações do centenário da entidade

  • 23 de janeiro, 2026
Secretaria de Turismo intensifica Operação

Secretaria de Turismo intensifica Operação "Verão Seguro Avaré" para reforçar prevenção de afogamentos

  • 23 de janeiro, 2026
Novo secretário assume e inicia planejamento estratégico para 2026 com foco na inclusão e no autismo

Novo secretário assume e inicia planejamento estratégico para 2026 com foco na inclusão e no autismo

  • 23 de janeiro, 2026
Avaré firmará parceria com Itararé para formação de novos guardas municipais

Avaré firmará parceria com Itararé para formação de novos guardas municipais

  • 23 de janeiro, 2026
Ações de roçada e limpeza intensificam cuidado com espaços públicos em Avaré

Ações de roçada e limpeza intensificam cuidado com espaços públicos em Avaré

  • 23 de janeiro, 2026
Investimento de mais de R$ 100 milhões: CAPAL confirma mega complexo de grãos na Estância Turística de Avaré

Investimento de mais de R$ 100 milhões: CAPAL confirma mega complexo de grãos na Estância Turística de Avaré

  • 23 de janeiro, 2026
Motociclista atinge em cheio caminhão ao entrar em rotatória em Capão Bonito

Motociclista atinge em cheio caminhão ao entrar em rotatória em Capão Bonito

  • 23 de janeiro, 2026
Polícia Civil incinera uma tonelada de drogas em Avaré

Polícia Civil incinera uma tonelada de drogas em Avaré

  • 23 de janeiro, 2026
Fartura Veículos
Jatobá Usina Madeira
Service Security Avaré
Mazza
Profisio FITNESS

CATEGORIAS

  • Geral
  • Política
  • Polícia
  • Esporte
  • Colunas
  • Região
  • Saúde
  • Avaré

Circulação Regional

  • Aguas Sta. Bárbara
  • Arandú
  • Avaré
  • Barão de Antonina
  • Cerqueira César
  • Coronel Macedo
  • Fartura
  • Itaí
  • Itaporanga
  • Itaberá
  • Manduri
  • Paranapanema
  • Piraju
  • Pratânia
  • Riversul
  • Sarutaiá
  • Taquarituba
  • Taguaí
  • Tejupá
  • Timburi
  • O Sudoeste-
  • Fone: (14) 9.9869-9557
    Celular: (14) 9.9723-9292
    Whats App: (14) 9.9723-9292
  • Email: sudoestedoestado@uol.com.br
  • CONTATO
© Copyright O Sudoeste. Todos os direitos reservados.