Jornal O Sudoeste

Secretaria do Meio Ambiente monitora capivaras que vivem no Horto Florestal

A Prefeitura da Estância Turística de Avaré, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, realiza regularmente o monitoramento das capivaras que vivem no Horto Florestal, um dos principais pontos turísticos da cidade. No momento, o local está fechado ao público por determinação do Plano SP.
5 de abril de 2021, às 10h31 Avaré
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O objetivo da pasta é evitar a proliferação de doenças como a Febre Maculosa. A enfermidade é causada pela bactéria Riquétsia (Rickettsia rickettsii), transmitida aos seres humanos através da picada do carrapato-estrela infectado pelo micro-organismo.

Esse carrapato pode utilizar como hospedeiro animais silvestres como capivaras, quatis e gambás, além de animais domésticos como cavalos, bois e cães.

Os dados técnicos obtidos com esse trabalho oferecerão ao órgão uma estimativa de quantas capivaras do bando deverão ser analisadas para que se verifique a eventual presença da bactéria, a fim de prever riscos de contágio para a população.

O estudo também é importante para estabelecer os cuidados necessários com os animais e para alertar população e visitantes que frequentam o Horto Florestal.

ORIENTAÇÕES

Não há previsão para reabertura do ponto turístico, mas as orientações são permanentes. Para evitar o contágio, tutores que costumam levar animais domésticos para passeios no local devem submeter o pet ao tratamento permanente contra carrapatos.

A orientação é que o frequentador utilize o gramado no entorno do lago tomando as devidas precauções.

O correto é utilizar os bancos disponíveis, bem como manter os animais domésticos em guias e coleiras para evitar que acessem o espaço restrito às capivaras.

Também é recomendado o uso de repelente nas pernas. Além disso, as visitas ao espaço e às trilhas devem ainda ser feitas com calçados fechados.

Caso apresente sintomas da doença (febre, dor de cabeça e dores musculares, erupções, geralmente com pele escura ou crosta no local da picada do carrapato), a pessoa deve procurar o serviço de saúde imediatamente.

EXAMES NEGATIVOS

A Secretaria do Meio Ambiente lembra que é proibida qualquer ação de controle como caça, captura ou esterilização de capivaras por parte do município.

“Embora os exames sorológicos realizados nas capivaras não tenham registrado a presença da bactéria Riquétsia, é nossa responsabilidade monitorar a saúde dos animais existentes no entorno do lago”, diz a pasta.

Em contrapartida, a simples adoção das medidas citadas já é uma forma de minimizar os riscos para os frequentadores do espaço turístico, salienta o município.

“As capivaras não podem ser consideradas vilãs. Esses processos ocorrem por conta do desequilíbrio ambiental existente em nossas cidades”, esclarece o Meio Ambiente.

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