Chefe do Executivo afirmou ter sofrido cerceamento na Câmara e ressaltou que questionamentos já haviam sido respondidos via ofício. Sessão foi marcada por atritos no plenário e troca na presidência da comissão
A oitiva do prefeito Éder Miano na "CPI da Cerca", realizada nesta semana na Câmara Municipal, evidenciou o clima de embate político entre o Executivo e o Legislativo. Durante a sessão, o prefeito optou por não responder perguntas formuladas pelos vereadores, atitude que gerou críticas por parte dos membros da comissão. No entanto, segundo a defesa de Miano, a postura adotada não representa omissão, mas o exercício de um direito constitucional (Artigo 5º), acionado após o prefeito se considerar cerceado em seu direito de defesa. Logo após se retirar do plenário, o prefeito utilizou suas redes sociais para prestar contas diretamente à população, onde justificou que foi impedido de falar adequadamente nos momentos em que se propôs a responder determinados tópicos e até mesmo em sua declaração final. Ele apontou, ainda, que a maioria dos questionamentos feitos pela comissão já havia sido respondida detalhadamente por meio de documentos enviados anteriormente pela Prefeitura à Câmara. O chefe do Executivo também questionou a legalidade da comissão, citando a ausência de um fato determinado e supostas falhas no rito regimental de abertura. A tensão no plenário chegou ao ápice quando um munícipe presente foi conduzido à delegacia após desentendimentos com o vereador Rolandro, que presidia a CPI. Com a saída de Rolandro após o incidente, o vereador Virgilio assumiu a presidência e conduziu-a até seu desfecho.
Foco administrativo e transparência
Apesar do desgaste na esfera legislativa, o prefeito buscou redirecionar o debate para os resultados práticos da gestão. Sobre o cercamento investigado pela CPI, Miano foi categórico ao afirmar que a intervenção técnica foi o que viabilizou a entrega de 253 casas para as famílias do município, resolvendo um entrave habitacional importante. Ao final de seu pronunciamento nas ruas, Éder Miano garantiu que o embate político não afetará o ritmo da administração. Ele reiterou que o Executivo continua respondendo ativamente aos questionamentos diários de órgãos oficiais de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, e destacou que a Prefeitura seguirá concentrada no andamento de obras essenciais para a cidade, incluindo projetos de pavimentação e a instalação de parques solares.
- Taquarituba