Data convida à sensibilidade e reafirma a força da arte que pulsa em Avaré, entre memórias, encontros e novas histórias
No dia 21 de março, o mundo celebra a poesia essa forma delicada e poderosa de traduzir sentimentos, registrar o tempo e dar voz ao que muitas vezes não cabe em palavras comuns. Em Avaré, a data não passa em branco. Ela floresce. Aqui, a poesia não está apenas nos livros. Ela vive nas ruas, nos encontros, nas histórias contadas e recontadas. É presença constante, como um sopro de cultura viva que atravessa gerações e se reinventa em cada olhar sensível.
Avaré é terra onde a palavra ganha ritmo. Onde versos se entrelaçam à música, às rodas de conversa e ao entusiasmo de quem acredita na arte como forma de conexão humana. A cidade cultiva com carinho seus poetas e poetisas, assim como valoriza a beleza popular da literatura de cordel, levando essas expressões para escolas, festivais e manifestações culturais que iluminam a comunidade.
Entre nomes que passaram por aqui, destaca-se Cora Coralina, que viveu por um período na Rua Pernambuco, deixando sua marca silenciosa e profunda. Como ela, tantos outros artistas da palavra encontraram em Avaré um espaço fértil para criar, sentir e compartilhar.
Hoje, esse legado segue vivo. No Centro Cultural Esther Pires Novaes, com apoio da Secretaria de Cultora, a poesia encontra abrigo e ganha voz. Toda segunda sexta-feira do mês, o espaço se transforma em palco de encontros onde versos são declamados, músicas ecoam e histórias são compartilhadas. É mais do que um evento: é um reencontro com a essência.
Ali, entre um café compartilhado e um poema sentido, a arte acontece de forma simples e verdadeira. Um ambiente acolhedor, onde cada pessoa encontra espaço para se expressar e cada palavra encontra quem a escute.
No último encontro, realizado no dia 13 de março, a poesia foi celebrada por vozes que mantêm viva essa tradição. Estiveram presentes as avareenses Márcia Alonso, filha do poeta caipira Carlos Alonso e Nadir Benedette, esposa do ator, poeta e artista plástico, Antonio Castilho. Ambos, nos deixaram ano passado, mas suas poesias continuam vivas, constando na memória daquelas que continuam a celebrar sua arte.
Esteve presente Laura Rosa Figueiredo e Regina Mafra, que emocionou ao ler uma poesia de Norma Righi, já falecida e mãe de Rosane Gauss; além de Renata Magliano, Vânia Lewinski, Ana Brígido, Maurício de Barros, Ana Rosa, Sônia Teixeira, Marli Gaioto, Aida Campaña e Leonice Alonso, esposa de Carlos Alonso.
E, como não poderia faltar, o encontro também contou com a participação do Grupo da Casa, que alegra o ambiente com músicas, além de outras vozes que seguem fortalecendo a cultura local - inclusive a sua, porque em Avaré, quem sente a poesia também faz parte dela. Neste 21 de março, a Estância Turística reafirma sua identidade cultural. Porque, em Avaré, a poesia não é apenas celebrada - ela é vivida. E enquanto houver quem escreva, quem leia e quem escute, os versos continuarão a florescer.
- Avaré