Jornal O Sudoeste

O JARRO QUEBRADO

18 de outubro de 2021, às 11h00 Fartura Colunas
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FARTURA me ensinou. 

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O JARRO QUEBRADO

Certa vez uma pessoa ficou a observar um velhinho que passava todo dia em frente de sua casa. Esse velhinho sempre carregava nos ombros, um jarro grande e todo trincado ;  ele ia e voltava pelo menos duas vezes ao dia, e o moço começou a incomodar-se e pensar, o porquê e o que era carregado dentro daquele vaso.

Um dia o rapaz  seguiu o velhinho, que entrou numa estrada , num lugar muito bonito, florido, muitos pássaros cantando e logo chegou na nascente de um riozinho de águas cristalinas. Percebeu que o senhor simplesmente buscava ali , água para o seu  uso diário e notou também  que na volta para casa, o maior volume de água vazava pelas trincas do jarro .

O rapaz chegou a conclusão que vazando assim, pouca água chegava até a casa do velhinho e daí a razão de tantas viagens no mesmo dia e teve a idéia de presenteá-lo com um jarro novo. A partir do presente recebido, o velhinho começou a passar em frente de sua casa apenas uma vez por dia, às vezes um dia sim, um dia não, com o jarro novo   cheio de água.

Passaram-se os dias , os meses e o rapaz foi então visitar o velhinho e notou que  aquele vaso velho e furado, estava guardado na sala , em cima de uma estante, como se fosse um troféu valioso e contou à sua família o seu feito e convidou-os para visitar a fonte  de onde provinha aquela água cristalina e mostrar-lhes o caminho florido e verdejante. Chegando ao lugar notou que havia algo diferente, não viu flores, não havia pássaros cantando, a beleza tinha ido embora . Voltou triste para casa e imediatamente procurou o velhinho e  perguntou o que teria acontecido, e chegaram a  uma conclusão : o velho jarro quebrado , cheio de trincas, por onde  passava derramava água pelas beiradas da estrada e isso fazia nascer plantas e flores , chamando os pássaros a fazerem ali os seus ninhos , cantando alegres um hino à mãe natureza.

O rapaz entendeu então porque o velhinho havia colocado o vaso trincado na estante e o guardara com tanto carinho e amor, como se fosse um troféu …

Esta história foi extraída do Informativo Ofertão, da cidade de Itararé. Você pode tirar alguma lição do ocorrido?  reflita …

Concluindo a nossa prosa de hoje, depois de uma história tão bonita e válida para a nossa vida, quero deixar a minha reflexão.

Somos todos como aquele jarro quebrado. Com o passar dos anos, o peso da idade chegando, as trincas vão aparecendo e muita gente, e põe gente nisso, começa a nos trocar por jarros novos, modernos, cheios de tecnologia  e então um dia … descobrem que  não há mais flores e pássaros , a mata acabou , o gelo derreteu, o rio secou e o mar ficou furioso. Descobrem que o homem não conversa mais, pois a máquina tomou o seu lugar e baterá então aquela saudade do velho jarro furado, que há tempos está na prateleira como um troféu.

Nota : Já escrevi sobre a mulher , sobre os jovens e prometo: não me esqueci dos idosos, ah!! Os idosos, jarros tão quebrados, mas que dia a dia, continuam a derramar os seus conhecimentos.

Bom dia. Professor Dijalma 

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