Jornal O Sudoeste

O CACHORRO E O COELHO

FARTURA me ensinou. Leia, você vai gostar...
20 de setembro de 2021, às 09h36 Fartura Colunas
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Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelhinho para os filhos. O outro vizinho comprou um pastor alemão.

E sempre estavam a conversar: – Ah! O seu cão não vai brigar com o nosso coelho, imagina, eles precisam desde cedo a serem bons amigos!

Claro, meu vizinho, os dois são filhotes e crescerão juntos e serão bons amigos.

Serão inseparáveis, (afirmavam os dois vizinhos) e assim parece que dia a dia, os dois animais aumentavam cada vez mais uma bonita amizade. Juntos cresceram e amigos ficaram.

Era normal o coelho e o cachorro brincarem juntos, um dia em cada quintal, e as crianças cada vez mais, felizes com seus animais de estimação.

Aconteceu que um dia o dono do coelho foi passar o final da semana na praia com a família. No domingo a tardinha, o dono do cachorro e sua família estavam a lanchar, quando entra o pastor alemão na cozinha, agitado, todo sujo de terra trazendo nos dentes, morto, o coelhinho do vizinho. Quase mataram o cachorro de tanto bater. E agora, que faremos? O vizinho estava para chegar, e as crianças donas do animal, que berreiro com certeza fariam …

O policial coitado, não entendendo mais nada, lambia choroso as pancadas que tomou.

Surgiu uma ideia salvadora e aprovada, lavaram o coelho, secaram no secador da mãe, passaram até perfume e  colocaram o animal na sua casinha no quintal do vizinho.

Umas três horas depois ouviram a vizinhança chegando e logo em seguida um alarido e a gritaria da criançada. Já descobriram, disse o vizinho, e agora?

Não se passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater na porta, branco e lívido e muito assustado, parecia ter visto um fantasma.

– O que foi, que cara é essa? O coelho, o coelho… O que tem o coelho?

– Morreu! Todos: Morreu?

Ainda hoje ele parecia tão bem. Mas o coelho morreu na sexta feira! Na sexta? Foi.

Antes da gente viajar para a praia, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora que chegamos do passeio, o encontramos na sua casinha, limpinho e colocado como se estivesse dormindo!

A história termina aqui. O que aconteceu depois entre os vizinhos não interessa, mas quanto ao policial, imagine o que se passou na cabeça do animal; procurou o dia todo pelo amigo para brincar, depois de muito farejar o encontrou, morto e enterrado. O que faz ele? Com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. E o resultado? Leva uma surra daquelas, pancada de todo lado.

E agora o que podemos extrair da história contada? 

Antes de tomar medidas drásticas, a gente deve levar em consideração várias hipóteses que existem por detrás de um fato ou acontecimento, para não nos arrependermos de nossas suposições e atitudes explosivas. 

E para terminar, quero reportar a história da importância da pequenina vírgula, que tanto estrago pode ocasionar:

Certa vez, foram na guerra, prender a um general. Era ordem do comando: 

 “prender, não matar”.

 Mas a maçada, foi quando não veio a vírgula no lugar. No telégrafo, a coisa veio:

“prender não, matar”.  E o negócio ficou feio, pois mataram o general!

Bom dia. Professor Dijalma.

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