Os serviços no local foram preventivos, visto que é uma obra de engenharia com mais de 60 anos e passa por inspeção periodicamente.
Durante as obras, a velocidade no local foi reduzida e a faixa para tráfego de veículos foi estreitada. Agora, a operação da Ponte volta ao normal, não apresentando nenhuma restrição, com sua velocidade regulamentada em 100 km/h para veículos de passeio e 80 km/h para veículos comerciais.
Inovação na Engenharia Rodoviária
Normalmente, em obras desse porte, seria necessário interditar totalmente a Ponte Carvalho Pinto. Contudo, de acordo com Thalyta Rios, responsável pela gestão da Engenharia Rodoviária da CCR SPVias, foi concebida uma metodologia diferenciada para minimizar esses impactos à sociedade. “A execução da obra foi planejada com o auxílio de um modelo tridimensional, que possibilitou prever todas as etapas de forma dinâmica e objetiva. Para reestabelecer o bom funcionamento da Ponte, foi necessário substituir 5 vigas da superestrutura. Para isso, foram utilizados diversos equipamentos, entre eles uma treliça metálica especial de 37 metros, içada por macaco hidráulico tipo “Strand-Jack”, diz.
Segundo Fábio Trindade, Analista de Engenharia Rodoviária da CCR Engelog, a conservação especial realizada na Ponte Carvalho Pinto teve diversas complexidades operacionais. “Houve necessidade de realizar procedimentos em terra firme e em plataformas sobre a água. Por isso a escolha da balsa, pois sem ela seria necessário interditar a pista de tráfego para transportar materiais e ferramentas. Então, foi essencial termos esse apoio fluvial”, afirma.
Além da inovação na metodologia adotada nessa obra, a Concessionária também se preocupou com os impactos ambientais e sociais que os serviços poderiam causar. Por esse motivo, durante todo o período de trabalho, foi necessário manter contato direto com órgãos municipais e reguladores, entre eles a Prefeitura de Avaré, o Corpo de Bombeiros, a
Hidrelétrica CTG (Represa de Jurumirim) e a Marinha do Brasil, que regulamenta a navegação em todo país.
Números da obra
• Mais de 100 empregos diretos e indiretos;
• Mais de 2 mil horas trabalhadas;
• 1.466 toneladas de concreto;
• 80 toneladas de aço CA-50;
• 1.000 toneladas de resíduos de concreto armado e protendido das 5 vigas e lajes removidas;
• 25.000 m² de plataformas;
• 2 balsas + 1 rebocador + 1 lancha de apoio.