Jornal O Sudoeste

Comerciantes tentam reverter decreto da Prefeitura de Fartura

Um grupo de comerciantes farturenses, liderado pelo presidente da Associação Comercial (Acif), Conrado Bortotti, se reuniu na manhã deste sábado (10) com o prefeito de Fartura, Luciano Filé, e o coordenador da saúde, Renan Oliveira, para tentar reverter o último decreto do Executivo, que proíbe o atendimento presencial e drive thru da maioria dos comércios, sendo permitido somente delivery (entregas). Participaram do encontro no pátio do Paço Municipal o advogado Paulo Jaba, o vereador Filipe Dognani e o chefe de gabinete Carlos Magno.
10 de abril de 2021, às 14h33 Fartura
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Os representantes de supermercados, mercearias, açougues, padarias e quitandas informaram ser inviável trabalhar somente com entregas a partir de segunda-feira (10). Muitos declararam que fecharão as portas de seus estabelecimentos enquanto perdurar o novo decreto.

Os problemas apresentados pelos empresários são: falta de veículos e funcionários para realizar as entregas, alto preço dos combustíveis, dificuldade em cobrar taxa de entrega para compras pequenas, falta de equipamentos para cobrança em cartão (maquininha), possibilidade de perder o cliente para estabelecimentos de municípios vizinhos, entre outros.

Já os comerciantes que trabalham com venda de salgados, lanches e comidas em geral reivindicam o retorno do atendimento no sistema drive thru e retirada no balcão.

Todos disseram ser favoráveis ao aumento de restrições e fiscalização nos atendimentos presenciais, como também seguir a risca o Plano São Paulo da fase vermelha. 

Ao utilizar a palavra, o prefeito Luciano Filé frisou que Fartura infelizmente hoje se encontra com um quadro crítico de casos de contaminação e mortes pela covid-19. Disse que a Santa Casa está com praticamente o dobro de internações que de leitos disponíveis para pacientes com coronavírus. Comentou ainda que existe a possibilidade de “novas cepas” já circularem no município e que isso está sendo investigado. 

O prefeito salientou que a primeira ideia era fazer um lockdown, mas que repensou junto com sua equipe e mudou de ideia, porém ainda não está descartada a possibilidade. “Estamos trabalhando com a realidade dia a dia”, falou.

Sobre o não fechamento das confecções, Filé declarou que os empresários do ramo apresentaram um plano de trabalho com diminuição de contingente e protocolos a serem seguidos, e que o fechamento poderia ocasionar em muitos trabalhadores circulando nas ruas nesse momento crítico. Ele argumentou que uma fiscalização diária será realizada pela Vigilância Sanitária para verificar se as confecções estão seguindo o acordo. Também disse que os empresários aguardam um plano do governo federal, semelhante ao do ano passado, que deixaria os funcionários em casa recebendo mediante auxílio.

Ficou acordado na reunião que a Acif junto com os empresários vão apresentar um plano de trabalho até o final da tarde, que será analisado pelo Executivo com possibilidade de mudanças no decreto.

“Apresente para mim, pois não sou o dono da verdade e vamos analisar com critério e decidir até amanhã”, finalizou o prefeito.

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