Margareth Mellão explica que a alteração é experimental e busca valorizar o convívio familiar e melhorar a organização das unidades. Para os pais que precisam buscar os filhos após as 17h30, haverá profissionais disponíveis para garantir o atendimento até as 18h
A mudança no horário de funcionamento das creches municipais de Fartura gerou preocupação entre pais e responsáveis que precisam conciliar a jornada de trabalho com os cuidados dos filhos. Diante dos questionamentos, a secretária municipal de Educação, Margareth Melão, esclareceu os motivos da proposta e reforçou que a alteração é experimental, sem qualquer decisão definitiva.
A partir do dia 3 de novembro, as creches municipais passarão a funcionar das 6h45 às 17h30, antecipando em 30 minutos o encerramento habitual do atendimento, que ocorria às 18h. Entretanto, a secretária esclarece que as famílias que necessitam do horário estendido continuarão contando com profissionais para cuidar das crianças até as 18h.
Segundo Margareth, a experiência busca avaliar uma organização que considere o bem-estar das crianças, a importância do convívio familiar e a rotina dos profissionais que trabalham diariamente nas unidades.
A secretária ressalta que o objetivo não é prejudicar as famílias, mas encontrar alternativas que melhorem o funcionamento do serviço, respeitando as necessidades de cada responsável.
Mais tempo para fortalecer os vínculos familiares
Um dos principais argumentos apresentados por Margareth é a importância da convivência familiar durante a primeira infância, período fundamental para o desenvolvimento emocional, afetivo e social das crianças.
Embora as creches desempenhem um papel essencial na educação, no acolhimento e no desenvolvimento infantil, a participação da família também é indispensável nessa formação.
Momentos simples, como brincar com os pais, conversar, participar das refeições ou compartilhar experiências do dia, ajudam a fortalecer os vínculos afetivos.
A proposta considera que, sempre que possível, uma rotina que permita às crianças passar mais tempo com seus familiares pode trazer benefícios ao desenvolvimento infantil.
Poucas crianças permanecem nas unidades até as 18h
Outro aspecto observado pela Secretaria de Educação é a quantidade de crianças presentes nas creches nos horários próximos à abertura e ao encerramento das atividades.
De acordo com Margareth, antes das 6h45 e entre 17h30 e 18h, o número de alunos costuma ser bastante reduzido.
Nessas situações, profissionais permanecem nas unidades até o horário final para atender um pequeno grupo de crianças, enquanto a maior parte dos alunos já retornou para casa.
A experiência também pretende avaliar uma possível reorganização da rotina das equipes, buscando distribuir melhor as atividades e adequar o funcionamento das unidades aos períodos de maior demanda.
A medida poderá contribuir para uma organização mais equilibrada do trabalho dos profissionais, sem comprometer a qualidade do atendimento oferecido às crianças.
Atendimento até as 18h será mantido para quem precisar
Uma das principais preocupações manifestadas pelos pais foi a dificuldade de buscar os filhos até as 17h30, especialmente entre aqueles que trabalham em horário comercial ou dependem de deslocamento para chegar às unidades.
Sobre essa questão, Margareth esclareceu que as famílias que realmente necessitam do atendimento após as 17h30 não ficarão desassistidas.
Segundo a secretária, haverá profissionais disponíveis nas creches para permanecer com essas crianças até as 18h, garantindo o acolhimento e a segurança dos alunos enquanto aguardam seus responsáveis.
Dessa forma, a experiência busca organizar a saída da maior parte das crianças às 17h30, sem deixar de atender aquelas cujas famílias dependem do horário anterior.
A Secretaria Municipal de Educação continuará ouvindo os responsáveis e acompanhando as necessidades apresentadas durante o período experimental.
Mudança poderá ser revista
Uma das principais mensagens transmitidas pela secretária é que o novo horário não representa uma decisão definitiva.
O período experimental permitirá avaliar os resultados da alteração, identificar possíveis dificuldades e compreender se a proposta realmente oferece benefícios às crianças, às famílias e aos profissionais.
Caso a experiência não atenda às necessidades da comunidade escolar, o horário anterior, com encerramento às 18h para todas as crianças, poderá ser retomado.
Para Margareth, ouvir os pais e reconsiderar decisões, quando necessário, faz parte do compromisso com uma Educação Infantil que acolha tanto as crianças quanto suas famílias.
Diálogo para encontrar o melhor caminho
A experiência em Fartura abre uma discussão sobre como conciliar a valorização do convívio familiar, as condições de trabalho dos profissionais e a realidade dos pais que dependem das creches para exercer suas atividades profissionais.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e o ECA estabelece que a Educação Infantil deve promover o desenvolvimento integral da criança, complementando a ação da família e da comunidade.
Nesse contexto, a proposta da Secretaria de Educação pretende buscar um equilíbrio entre o cuidado oferecido pelas unidades e as necessidades da comunidade escolar.
Margareth reforça que a experiência será acompanhada e que as decisões serão tomadas considerando a realidade das famílias, inclusive daquelas que precisam do atendimento até as 18h.
Afinal, cuidar das crianças também significa compreender e respeitar a rotina de quem trabalha diariamente para oferecer a elas o melhor.
Fontes: Prefeitura Municipal de Fartura; Secretaria Municipal de Educação; esclarecimentos da secretária Margareth Melão; Lei Federal nº 9.394/1996, ECA